10/07/2026 · 8 min de leitura

NBR 15575: o que a norma de desempenho exige da sua obra

Desempenho térmico, acústico, estrutural e de durabilidade: o que a norma cobra, quem responde por ela e como a construção a seco atende cada requisito.

O que a norma mudou

Até a NBR 15575, a construção brasileira era regulada principalmente por normas de material: como fazer o concreto, como assentar o bloco. A norma de desempenho inverteu a lógica: ela não diz como construir, diz o resultado que a edificação precisa entregar ao morador.

São seis famílias de requisitos: desempenho estrutural, segurança contra incêndio, segurança no uso, estanqueidade, desempenho térmico e acústico, e durabilidade e manutenibilidade. Cada um com níveis mínimo, intermediário e superior.

Quem responde pelo desempenho

A responsabilidade é distribuída. O projetista responde pelo que especificou, o construtor pela execução conforme o projeto, o fornecedor pelo desempenho declarado do produto e o usuário pela manutenção prevista no manual.

Na prática, isso significa que comprar material sem laudo e sem memorial técnico transfere risco para quem executa. Se o desempenho não for atingido, a discussão vira sobre quem especificou o quê.

Desempenho acústico: onde a maioria tropeça

É o requisito que mais gera reclamação pós-obra. A norma trata separadamente o ruído aéreo (conversa, TV) e o ruído de impacto (passos, queda de objeto), com valores diferentes para parede entre unidades, parede de fachada e piso entre pavimentos.

Sistemas leves atendem bem quando compostos por camadas: placas de gesso em massas diferentes, lã mineral preenchendo a cavidade e desacoplamento da estrutura. Aumentar só a espessura da placa costuma render menos que combinar materiais de densidades diferentes.

Desempenho térmico e a realidade climática

A norma divide o país em zonas bioclimáticas, e o que atende em Curitiba não é o mesmo que atende em Teresina. O fechamento em construção a seco leva vantagem porque permite ajustar a composição da parede por região sem mudar o sistema construtivo.

Lã mineral na cavidade, barreira de vapor quando o clima exige e placas cimentícias externas formam um conjunto que se adapta à zona da obra, algo que a alvenaria só alcança com camadas adicionais.

O que pedir ao fornecedor

Peça sempre: laudo de ensaio do sistema (não só do material isolado), memorial de cálculo do desempenho pretendido, ficha técnica com densidade e espessura, e o manual de uso e manutenção para entregar ao cliente final.

Um sistema ensaiado em laboratório com a composição exata que será executada vale mais do que a soma de produtos individualmente bons montados de forma improvisada.

É esse mercado que a unidade franqueada atende

A Fast é a maior rede de construção a seco do Brasil e expande em todas as regiões. Veja como funciona o modelo de franquia.